Quero me ver pelo Seu Olhar

E aí, musas e musos das interwebs!

Venho aqui, humildemente, propor algo pra cada um:

“Você, musa ou muso, gostaria de me fotografar?”

Isso aí!

Estou com um projeto dentro do meu processo de emagrecimento: Quero fazer um BOOK fotográfico da minha pessoa, vulgo Irma.

Pensando no meu esquema de “recompensas” quando atingir algumas metas de peso reparei que quando chegasse a minha meta final, 65 kg, não coloquei uma recompensa exclusiva, já que saúde e bem estar seria a própria. Porém, refletindo sobre todo meu processo, levantei a possibilidade de fazer um BOOK no fim para comemorar e, principalmente “me comemorar”, por ter passado por tudo isso.

Eu adoro fotos, hehehe, e como boa leonina adoro fotos minhas. Só que durante meu quadro depressivo parei um pouco de tirar fotos. Assim, como estou mudando de estilo de vida e saindo do meu quadro depressivo…que melhor que comemorar com fotos fotos fotos fotos!

Só que eu não queria um BOOK “padrão”.

Daí, veio o “insight”…

Que melhor que eu me ver através do olhar das pessoas eu eu estimo e me estimam?

Por isso, queria pedir pra quem se sentir à vontade que SEJA MEU FOTÓGRAFO! Me avisem por whatsapp, Facebook ou por aqui mesmo e quando eu chegar nos 65 kg eu aviso vocês e marcamos um dia e local para vocês me fotografarem à vontade.

No fim, juntarei algumas fotos de cada sessão (de cada fotógrafo diferente) e farei nosso BOOK!

Se soltem, galera! Como vocês serão meus fotógrafos vocês que escolhem tudo! Local das fotos, roupas, maquiagem (ou sem), com fantasias, nua, só de partes do meu corpo, fotos sephia, preto e branco…vocês que sabem! Sou de vocês!

Quero que deixem seu lado artístico florescer e me mostrem como vocês me enxergam!!

E aí,

Topam?

Estou ansiosa pra ser “modelete” de vocês!

#rumoaos65 #rumoaonossoBOOK

Militância, depressão e culpa.

Bom dia, minha gente!

Hoje o texto será um pouco mais “denso” que o normal. Tentarei me abrir de coração e alma pra vocês!

Há um ano e seis meses fui diagnosticada com depressão. Há um ano e seis meses que tomo cloridrato de sertralina todo dia ao acordar. Sim, gente bonita. Eu estou doente, ou melhor dito, estive doente. Sim, sim. Minha luta para sair da depressão está chegando ao seu fim.

E todos vocês estão fazendo parte do meu processo, pois é primeira vez que assumo que tenho depressão. Eu morria de vergonha de contar! Pois, “Como assim?? A Irma (Chile) que é super alegre, forte e “foda” está com depressão!!??” Eu não queria assumir e nem mostrar que tinha fracassado, que eu não tinha dado conta deste recado que chamamos de “vida”. Eu não queria que vocês soubessem como eu era fraca e frágil.

Mas, hoje eu entendo. Minha depressão foi minha maior fortaleza. Minha depressão só me fez ser mais forte e ter tido depressão não é de maneira alguma sinal de fraqueza, muito pelo contrário, é sinal de grandeza de espírito.

Em 2011, comecei a militar no Movimento Estudantil (ME). Na empolgação de mudar tudo o que há de errado na política e mundo, de resolver os problemas e de encarar e ir contra tudo e todos, a gente deixa de se cuidar. Militar vira nossa vida, pois tentar revolucionar e ocupar os espaços onde a gente passa demanda muita energia, tempo e coração. Muitas vezes, a militância “fagocita” tua vida e tua alma. Foi o que em partes aconteceu comigo.

Nessa “vibe”, em 2012 assumi uma Coordenação Geral do DCE, a responsabilidade e dedicação à militância só aumentava, eu estava empolgada, porém minha família não aprovava minha escolha de ser militante. Respeitavam, mas não aceitavam. Isso, gerou em mim uma culpa gigantesca. E, saibam pessoas lindas, não dá pra viver na sombra da culpa, sentindo culpa de cada passo, decisão e coisa que a gente faz. A culpa te consome, te sufoca e te coloca constantemente em dúvida.

Hoje, sei que minha família simplesmente estava preocupada comigo. O problema foi que nesta sociedade estruturalmente machista e patriarcal, a preocupação com mulheres/filhas se dá de uma maneira muitas vezes opressora. No meu caso foi nas sutilezas: olhares de reprovação, caras de angústia, caras de não confiar nas minhas escolhas, olhares de não acreditar que eu era capaz daquilo, estresses por eu não estar em casa, estresses por eu tomar rumo do meu cotidiano e da minha rotina. Cada uma dessas atitudes, totalmente subconscientes da minha família e alguns amigos, me fizeram entrar numa nuvem de culpa que me acompanhava a cada momento. Me sentia presa, julgada e desaprovada pelas pessoas que mais amo.

Gente, que fique MUITO claro…não culpo em momento algum minha família e nem amigos pela minha depressão! De maneira alguma é culpa deles, e nem minha. Na real, foi meio que tudo e, ao mesmo tempo nada, que fizeram eu estar num quadro depressivo. Pois, nossa relações não são unilaterais, nem bilaterais, são muito mais complexas que isso e cada um é construído e formado em sua subjetividade (eita, palavrinha pós-moderna), então…tudo é muito subjetivo pra falar em: foi isso ou aquilo.

O grande problema que vivi foi que a culpa me deixou com medo de ser eu mesma!!

Tinha medo de me posicionar, de brigar, de falar, de assumir as consequências das minhas escolhas…fiquei com medo de errar!!!! Galera, sabem o que é ser humana e ter medo de errar? Errar é nossa essência como seres humanos!

Hoje eu grito aos 7 ventos e feliz da vida:

SOU LIVRE DA SOMBRA DA CULPA!

SOU LIVRE DA SOMBRA DO MEDO!

Já estou final do meu tratamento, e só gostaria de deixar um pequeno recado pra todos meus colegas que militam:

Há múltiplas formas de militância, dá pra construir uma sociedade mais justa, inclusiva e igualitária por vários meios. Não podemos achar que todo militante será da mesma maneira, que se enquadre nessa forma de militar que faz décadas não muda!

Amigos e amigas,

Se conheçam, conheçam seus limites, suas habilidades, escutem seu corpo e sua alma: eles sempre os alertaram sobre o que é melhor pra vocês. Com isso, escolham a melhor maneira que cada um tem pra militar e revolucionar este mundo doentio! Eu já escolhi a minha.

Amo vocês.

E a luta segue!

REDUÇÃO NÃO É SOLUÇÃO!

Não é solução, mesmo!

Não é nem medida paliativa, provisória, nem nada disso.

Reduzir a maioridade penal no contexto atual nada mais é do que um baita tiro no pé.

Expondo superficialmente, a ideia que o Brasil é um pais violento e inseguro é praticamente um consenso.

O Brasil é um país/sociedade violenta.

O Brasil é um país/sociedade que mata.

O Brasil é um país/sociedade que assalta.

O Brasil é um país/sociedade que estupra.

O Brasil é um país/sociedade que deixa todo mundo inseguro e com medo.

O ponto aqui é a divergência de métodos possíveis para evitar e diminuir essa violência e insegurança. Por um lado, temos pessoas que acreditam veemente que marginalizar e prender os infratores é um bom método, e temos outros que não vem nesse aumento de prisão numa redução da violência, muito pelo contrário.

Na minha opinião, não faz sentido discutir a maioridade penal sem antes refletir e reorganizar esse dito sistema penal. A discussão que está rolando agora no Congresso Nacional, principalmente quando os favoráveis à redução da maioridade penal abrem a boca mostra que nossos ilustres “representantes” não querem discutir a “fonte da violência” e nem o falho sistema penitenciário brasileiro, onde temos prisões superlotadas, forte influência do crime organizado, violações de direitos humanos a diário e nada de “reforma” e nem “reinclusão” dessas pessoas na sociedade.

Porém, podemos observar que também existe um consenso no que diz respeito ao nosso sistema penitenciário. É consenso que ele é FALHO. Então, eu me pergunto…Por que damos a chance pra este ficar “maior”?

Pra mim, a questão  é a seguinte: sem mudanças de estrutura e paradigma sobre os infratores a redução só vai ser prejudicial. Pois, mais pessoas (principalmente uma juventude com todo o potencial de desenvolvimento) serão submetidas à prisão brasileira que não “reeduca” e nem reforma o infrator para este ser reinserido na sociedade, muito pelo contrário! O corrompe cada vez mais, o marginalizada cada vez mais e o excluiu ainda mais!!

Convenhamos, é triste aceitar mas nesta sociedade poucas pessoas (pra não dizer ninguém) se preocupam com esses jovens e pessoas que cometeram infrações. Pois, esse jovem que será preso e será marginalizado mais ainda não serei eu (branca, classe média alta, engenheira, universitária) e sim serão aqueles jovens que não tiveram oportunidades de desenvolvimento saudável e íntegro e, por quase toda sua vida, tiveram direitos negados ou limitados.

Além da redução não resolver o problema, ela acarreta em outras complicações, como a presença de crianças cada vez mais jovens envolvidas em crimes e tráfico.

Uma coisa que não sai da minha cabeça:

Pessoas argumentando que aos 16 anos se tem consciência de certo e errado e se podem assaltar/matar podem ser presos.

Alguém está discutindo isso?

Sim, pessoas são conscientes dos seus atos já na adolescência até na infância.

Mas, quando se discute redução da maioridade penal não é isso que importa. Não é uma questão individual, temos que avaliar a partir do coletivo.

Faço algumas perguntas/considerações:

– Quando for reduzida a maioridade penal vocês não acham que o tráfico irá utilizar crianças cada vez mais novas pra pequenos crimes?

– Vocês acreditam que prender as pessoas no sistema prisional brasileiro as reintegra e “reforma” pra se reinserirem na sociedade???

– Hoje a prisão é uma escola de crime! Se alguém acha que as pessoas se reeducam na cadeia, só se for pro crime organizado.

– Se prender fosse eficiente: Brasil, EUA e China seriam os países mais seguros do mundo.

– Quando a sociedade e nem o Estado dão educação, saúde, lazer, cultura e nem dignidade pra milhares de jovens e crianças…o que fazer? Prender e enfiar o problema no tapete ou resolvemos de fato o problema????

Quando eu vejo essa discussão, sabem o que vem na cabeça???

Como eu fui privilegiada!!

Nasci numa ótima familia, tive educação da melhor qualidade, sempre acesso a saúde, cultura e lazer.

Sim, tive esses privilégios.

Luto para que um dia tudo isso seja um DIREITO de todos e não um privilégio de poucos.

Muitas pessoas hoje são construídas socialmente para estar à margem da sociedade.

O que fazer com essas pessoas?

Reintegrá-las da melhor maneira que, no que tenho estudado e lido, não é prender e excluir. Ainda mais quando essas pessoas são jovens em formação com potencial pra crescer e aportar à sociedade.

REDUÇÃO NÃO É SOLUÇÃO!!!!!!!

Bem vinda, Bota Marrom!

E aí, pessoas mais maravilhosas desta “interweb”!

Bom, não sei se vocês lembram do meu primeiro post (aquele onde citei minhas “recompensas” a medida que for emagrecendo). Se não lembram, não tem problema, eu repito!

Quando eu chegasse aos 85 kg eu me daria como recompensa uma linda bota marrom!

E adivinhem quem chegou aos 85 kg nesse domingo friozinho de Curitiba City??

Pois é!

Estou muito feliz com a meta alcançada! Faz 3 anos que eu não peso menos de 86 kg!!!! Já emagreci 13 kg desde que comecei minha jornada, 5 kg de dezembro até começo de junho e só no mês de junho (que de fato me propus a mudar de estilo de vida) emagreci 8 kg! Uhul!

Cheguei num momento em que quero me dar o luxo de “sair da dieta” como presente por ter emagrecido 13 kg! Por isso, essas recompensas são muitos boas, me fazem trocar o foco do prazer: não ser a comida e sim outras coisas, atividades, experiências. Neste caso, minha nova bota marrom! Tenho orgulho desses -13 kg, mas não posso me dar esse luxo, pois ainda tenho 20 kg pela frente! E QUE VENHA O DESAFIO!

Desculpem não colocar foto da bota!! Ela é cor chocolate, super linda! Porém, meu celular está sem bateria, minha câmera “casual” está sem o cabo pra conectar no PC e meu PC é muito velho pra encaixar a memória e, minha câmera profissional (sou chique mesmo!) está desmontada. Resumindo, preguiça de ir no outro PC encaixar a memória! Hehehe! Fico devendo essa!

Minha hortinha (recompensa por chegar aos 90 kg) me rendeu comidinha temperada com manjericão e cebolinha que ficou uma delícia! E tem rolado uns ótimos chás de hortelã. Ainda não experimentei meu alecrim e pimentinha, já já é a vez deles!

Nessa semana, muitas idéias de conquistas das mulheres vieram na minha cabeça…

– Seleção feminina de Futebol dos EUA é tricampeã do mundo! Nenhuma notícia sobre e a FIFA e CONMEBOL nem pra se organizar e colocar a Final da Copa América em outro horário. Sim, os dois jogos aconteceram ao mesmo tempo, e adivinhem qual foi ultra assistido e divulgado?
Nem preciso comentar, é só pensar qual vocês sabiam que estava rolando e qual não.

– A principal “aparição” da presidente Dilma Rousseff nas redes sociais foi como adesivo de pernas abertas em tampas de tanque de combustível. Fazendo apologia ao estupro, incentivando essa cultura que mata e agride mulheres todos os dias!
Termos uma presidente mulher é uma enorme conquista! Eu e muitas outras sentimos que política e presidência é um espaço nosso também, coisa que antes ficava no discurso e não explícito, como agora vermos uma mulher representando uma nação.
Porém, fico assustada que o machismo e misoginia sejam tão fortes que o que mais o povo apela é a aparência, sexualidade e vida pessoal de Dilma e não todo o mérito dela. Coisa que com Lula, FHC e companhia não vimos.
Discordar politicamente dela? Beleza! Eu também discordo da política de ajustes fiscais que ameaça empregos e qualidade de vida das e dos trabalhadores e que ao mesmo tempo os bancos (BB, Bradesco, etc) têm os maiores lucros líquidos em tempo de austeridade mundial!
Porém, se me incomoda alguma política do Governo Federal irei fundamentar e questionar nos devidos termos, e construtivamente, e não agredindo a mulher, mãe, avó e pessoa que é Dilma.

Pensando em tudo isso, me lembrei quantas vezes tive que ser a melhor, a mais inteligente, a mais atlética, a mais tudo pra “receber” respeito que na verdade é meu por direito!

Não adianta ser uma boa profissional (por exemplo), parece que só “mereceremos” respeito se formos ótimas profissionais, mães exemplares, estar sempre divas, ser intelectuais, ser fortes, ser bonitas e magras…e por aí vai!

Pra encerrar, queria postar a historinha que contei o outro dia no Facebook sobre eu e meus colegas que “não queriam gordas de bikini”.

Aos 8 anos teve um passeio da escola pra uma piscina. Na véspera, muitos colegas (homens todos) falaram assim “tomara as gordas não vão de bikini, se pá elas nem tem coragem”. Fiquei abalada, mas principal muito brava. Eu era gorda e praticava natação desde os 5 anos. Eu poderia ter ido de maio, mas fiz questão de ir de bikini e restregar minha barriga em todos eles.
Cheguei no passeio de bikini com minha barriga a mostra e super erguida (fisica e emocionalmente).
No decorrer do dia:
– Ensinei um dos meninos, que ontem tinha dito pra eu não usar bikini, a nadar. Ele ficou muito agradecido. Espero que ele não se esqueça que a gorda de bikini ajudou ele quando esteve com medo.
– Fizemos competição de natação e ganhei de lavada (já que eu treinava 5 vezes por semana e competia todo final de semana). Ganhei de todos, e na hora que íamos competir em times TODOS os colegas que não queriam gordas de bikini, quiseram a gorda de bikini.
Mesmo eu tendo dado “a volta” por cima aos 8 anos, episódios como esses se repetiram e ainda se repetem na minha vida. E sempre tive que me mostrar a melhor, a mais forte, a mais inteligente, a mais tudo pra ser respeitada.

É REVOLTANTE, no mínimo, termos que “conquistar” respeito, sendo que respeito é algo que deve ser inerente a cada pessoa.

Por isso, temos que ter orgulho das nossas conquistas e nos dar elogios! Pois, nesta sociedade maluca AINDA mulheres precisam “conquistar respeito” dos outros todos os dias, o que é um absurdo e um fruto da nossa sociedade estruturalmente machista e patriarcal.

Força, mulherada!

Entre mais perto melhor!

Olá, pessoas!

Como combinado, quando chegasse aos 90 kg minha “recompensa” seria uma mini horta no apartamento. Fiz ela hoje e, modéstias aparte, ficou muito bonita. Plantei em vasos coloridos: manjericão, hortelã, cebolinha, alecrim e uma pimentinha. A horta ficou muito bem acompanhada pelos cactos de casa!

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Plantando os temperinhos várias concepções passaram pela minha cabeça, entre elas, a tão falada “ambientalmente correto”. Refleti um pouco sobre isso e, como engenheira ambiental e adepta do meio ambiente, resumi tudo numa única frase: entre mais perto melhor!

Isso mesmo, simples assim. Quando pensamos no que é uma alimentação “sustentável” (eita, jargão de hoje em dia) várias noções surgem: não desperdícios , os 3R’s ou 5R’s, agroecologia, segurança alimentar, etc. Tentando sintetizar tudo isso de uma maneira que qualquer pessoa entenda e consiga seguir uma alimentação “ambientalmente correta” acredito que algumas premissas são muito importantes:

1) Concordam comigo que antes da “globalização” não comíamos comidas de outras regiões e nem fora da “estação” daquela comida?
Exemplo: no Brasil não se comia salmão e atum direto. Assim como, no Chile (pais no qual nasci e morei até os 16 anos) não encontrávamos mamão papaia, manga e nem maracujá. Também, muitas frutas só consumíamos na sua estação. Lembro de criança esperar ansiosa dezembro, pois começava a temporada de melancia, melão, morango e cereja!
Hoje, temos acesso a quase tudo o ano todo e espécies de todas as regiões do mundo!
Qual a consequência ambiental de tudo isso?
A gente sobrecarrega espacial e temporalmente o meio ambiente. Fazendo um exemplo bem didático: Antes, quem comia atum e salmão eram as populações do pacífico (principalmente Japão e Chile, maiores produtores desses peixes). Atualmente, todo mundo consome e nesses países do pacífico se faz uma superprodução desses peixes pra suprir a demanda mundial. Ou seja, uma população de peixes que seria parte da cadeia alimentar de uma determinada comunidade não é mais “predada” só por quem é geograficamente perto dela e sim pelo mundo todo.

Isso se repete para várias espécies e em vários locais do mundo. Quebramos barreiras de tempo e espaço no ciclo natural das espécies, florestas, mares e rios.

O ideal seria consumir espécies locais e voltar as comidas tradicionais da região geográfica e da estação em que estamos. Resumindo: entre mais perto melhor! (entenda perto no tempo e no espaço).

2) Concordam comigo que cada vez que comemos produtos que vem de looooooooonge existe todo um impacto ambiental proveniente do transporte, distribuição e armazenamento desses alimentos?
Transporte por navios, trens, camiões, carros, etc. Temos mais combustível sendo queimado e poluindo, construção de estradas e rodovias, manutenção dessas (vamos combinar que de tanto camião nas estradas brasileiras a manutenção sai cara pra todos).
Problemas de armazenamentos nos portos, quantidade de produtos químicos e refinamentos dos alimentos para evitar pragas, reduzindo muito a qualidade desse. Toda a infraestrutura destinada a isso é enorme!

De novo, entre mais perto melhor! Diminuir o desperdício e poluição pelo transporte e armazenamento desses alimentos que vem de muito longe.

3) Concordam comigo que a única maneira de sabermos exatamente o que comemos é nós mesmos produzindo nosso alimento e/ou que conheçamos o produtor do nosso alimento?
Beleza, existe a “Informação Nutricional” dos produtos, porém…muitos daqueles compostos químicos a gente nem sabe o que é e nem sabemos os procedimentos que foram utilizados para a produção do mesmo! Fora que hoje até se discute no Congresso Nacional sobre a retirada da rotulagem dos Transgênicos (com certeza haverá um texto aqui só pra falar disso), diminuindo nosso direito à informação.

No livro do norte americano Michael Pollan, Em Defesa da Comida: Um Manifesto, explica-se o porquê do refinamento da comida. A farinha, o açúcar e outros farináceos são física e quimicamente ultra processados para evitar que pragas (bactérias, insetos, fungos) se alimentem dos produtos que são para nosso consumo. Mas imaginem, devido à inexistência, praticamente, de nutrientes nem barata, fungo, bactérias e afins comem aquela comida, por quê nós nos alimentamos com isso? Nesse livro, que por sinal super recomendo, o Michael Pollan nos seus estudos evidencia que hoje as crianças são obesas e desnutridas. Olha o contrassenso!

Resumindo, quer saber o que come: entre mais perto melhor!

Bom, poderia enumerar mais algumas idéias, porém acho que já me fiz entender.

Quer ter uma alimentação saudável, “ambientalmente correta”, rica em nutrientes e de boa qualidade:

– Conheça o produtor do seu alimento (não precisa ser “brother” íntimo do agricultor, mas pelo menos conhecer as cooperativas e marcas dos alimentos, onde, como e o quê produzem);

– Na medida do possível tente produzir algum dos seus alimentos. Por exemplo, uma mini horta te acalma, cria uma proximidade com a natureza (sim, gente, alimentos fazem parte do meio ambiente!) e você sabe exatamente o que está comendo!

– Prefira alimentos regionais e da estação! 🙂

Resumindo, se ainda não fixou:

ENTRE MAIS PERTO MELHOR!

Irma.

Uma nova jornada iniciando!

Boa noite, galera mais bonita desse mundo!

Estou começando um novo projeto de vida, de comunicação e de espaço de formação.

Projeto de vida, pois ao mesmo tempo que estou começando este blog estou enfrentando o maior desafio que já tive: emagrecer e estar saudável. Pois é, parece “bobo” ser o meu maior desafio, mas é sim.

06 anos atrás cheguei ao Brasil e, entre as mudanças na minha rotina, não morar mais com os pais, novas comidas pra experimentar (hehehe!), entrar na faculdade e a diminuição de tempo pra atividade física, entre outros, com tudo isso vieram 30 kg a mais!

Quando cheguei em 24 de janeiro de 2009 estava com 68 kg, no meio do ano passado (2014) cheguei aos 98 kg (primeira vez que assumo publicamente isso!!). Hoje, estou com 90 kg e comecei uma jornada pra emagrecer e ser saudável definitivamente. Ter um estilo de vida saudável, que o bem-estar e a saúde sejam parte do meu dia a dia.

De fato, é primeira vez que encaro meu “relacionamento” com a comida e o peso de frente e não fico fugindo e desviando do assunto e da realidade.

Nossa, mas e o quê me fez encarar dessa vez?

Por incrível que pareça um dos principais motivos foi devido à minha militância feminista.

Quando a gente começa a militar no movimento feminista várias questões pessoais e sociais surgem para serem refletidas e desconstruídas. Nisso tudo, aparecem temas como: amor próprio, padrões de beleza, objetificação da mulher e seu corpo, sexualidade, entre outros. Nesse caminho como feminista consegui fazer algumas desconstruções (que seguem em curso constante, pois precisamos nos desconstruir todos os dias), entre elas assumir que sou gorda e que isso não me faz menos “humana” e nem pior que ninguém.

Não é um “fracasso” ser gorda. Primeiro, depende de múltiplos fatores (genética, estilo de vida, estado emocional, acesso à comida de qualidade ou não, etc). Segundo, ser gorda não é feio por si só. Por muitos e muitos anos temos recebido que corpo magro é o ideal e o bonito, a ideia do “gordo ser feio” foi socialmente construída. Sem contar que, quem disse que precisamos ser bonitos e bonitas? A mídia diz, na escola dizem, em casa dizem…mas deixe lhe contar, não precisamos ser “bonitas, saradas, gostosas”.

Na real, não precisamos ser nada! Eu só espero que cada pessoa seja feliz, se sinta em paz com ela mesma e tenha amor próprio. Mas se você nem quer, não vou obrigar. Pois, sim, meus caros: Não são obrigados e nem obrigadas!

Nesse contexto, me achei!

Mesmo não tendo problemas de saúde graves (ainda bem, mas acho que os 22 anos me ajudam nisso), só algumas dores nas costas, decidi mudar de vida e ter uma vida saudável. Pois, no meu caso, quando descuidei da alimentação comecei a engordar muito (esse foi meu alerta), demorei pra fazer algo, pois pra mim nem era tão simples assim.

Comecei esse processo faz quase 22 anos, hehehehe!

Toda minha vida tive uma relação com o peso, porém só nos últimos meses acho que tenho uma boa relação com isso e posso ter o controle sobre ele.

Quando entendi minha vontade de ser saudável (e não ser magra, pois nunca serei e nem é o objetivo) trassei algumas metas e suas devidas “recompensas”.

Super importante se elogiar e recompensar quando acertamos, temos tanto foco em nos criticar e focar só nos erros e esquecemos nossos bons resultados!

MINHAS METAS E RECOMPENSAS:

90 kg —-> Fazer uma mini horta em casa;

85 kg —-> Comprar uma bota marrom;

80 kg —-> Experimentar roupas da caixa “coisas que não servem mas eu gosto”;

75 kg —-> Comprar uma bike!;

70 kg —-> Voltar a dançar (aulas de dança)!! ❤ (que vontade de pular direto pra esse!!);

65 kg —-> Serei saudável!!!!!! O que mais posso querer?

Detalhe importante!

Quero deixar super claro que no MEU caso, conhecendo meu corpo e minha vida, sei que além de fazer exercício (que já faço) e me alimentando melhor, tendo um peso corporal por volta de 65 kg serei saudável. Tem pessoas que com 50 kg tem um monte de problemas por má alimentação e pessoas com 90 kg que estão ok! Assim, emagrecer não é sinônimo de adquirir uma vida saudável.

Por último,

Gostaria de avisar a todos os fortes que chegaram até aqui que amanhã farei minha mini horta aqui em casa! Terei: hortelã, cebolinha, manjericão, alecrim e pimenta!

Primeira meta: DONE!

Boa noite,

#rumoaos65